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Saiba mais sobre a Escola Francesa de Flauta Transversal

Por Leandro Porfírio  

 

A Escola Francesa de Flauta Transversal tem um prestígio Internacional de mais de 500 anos. De lá saem as primeiras flautas das Orquestras mais importantes do mundo.
As disciplinas curriculares são submetidas a uma banca examinadora, sob performance narrativa ou prática, onde o aluno tem que obter o máximo de aproveitamento, nota máxima, isto quer, dizer Medalha de Ouro.

Após ter eliminado as matérias curriculares, onde o aproveitamento é somado através de pontos obtidos, o aluno vai para a prova de performance (desempenho) no instrumento. O Programa da Prova é anexado em um mural da Instituição e o aluno terá dois meses de preparação.

No programa constam Sonatas, Concertos, e obras solo, do período barroco ao contemporâneo. A prova final de instrumento, geralmente se passa num grande teatro, com pianista acompanhador,  é aberta ao público, que também expõe suas idéias e notas sobre a avaliação do candidato, melhor intérprete barroco, melhor intérprete contemporâneo, Medalha de Ouro, etc.

A banca examinadora é composta por 6 pessoas, músicos de reputação internacional. Esse procedimento se repete a cada ano, e no final do 3º ano, completado o ciclo, se a avaliação geral for Medalha de Ouro, o curso se dá por encerrado. Como em todas as disciplinas, o aluno somente encerrará o curso com nota máxima no instrumento. Esta será sua maior conquista, e constará no Diploma – Curso Superior de Música, Medalha de Ouro.

Em uma classe de 20 alunos do mundo inteiro, somente 20%, conseguem terminar o Curso Superior de Música com a Medalha de Ouro em Flauta Transversal.
Por ser um sistema rígido e disciplinado, surgem grandes talentos na França, com experiência vivida nos maiores palcos da Europa em performance musical.

Um fator que diferencia a formação Européia em relação à Brasileira (Universidade Americana), é que na Europa, as disciplinas são em menor número, onde o aluno terá mais tempo hábil para cursar sua habilidade especifica: Regência, Composição, Instrumento.

O Programa dos Concertos realizados somam pontos no curso e constam obras de alto grau de dificuldade. Quando formado, o aluno apresentará alto nível de conhecimento no repertório de sua formação com muitas horas vividas no palco.

Na Universidade Americana (Brasileira), existem um grande número de disciplinas e no final do curso, é exigida uma dissertação, baseada nos conhecimentos gerais da área de sua formação, a base teórica tem peso maior que a prática, muito diferente do que acontece na Europa.

A Escola Francesa de Flauta obtém uma reputação desde 1.624 iniciada no Chateau de Versailles, nesta época, estes já eram reconhecidos como os melhores flautistas do mundo. Desde Louis XIV, eles impressionavam os grandes compositores da época, pela sua virtuosidade e excelência em tocar flauta transversal.

Grandes métodos e livros foram publicados a esse respeito naquela época e se mantêm como referência até hoje.

A Cultura Francesa, sua sociedade, não só marcou época na literatura, como também, na dança, pintura, artes em geral, e música, sobretudo como instrumentistas e intérpretes.

Hoje, a grande safra de músicos franceses, se deve a estrutura estabelecida pelos seus antecedentes, que através dos séculos, se mantiveram como os melhores flautistas do mundo. Nomes como Patrick Gallois, Jean Pierre Rampal, Patrice Bocquillon, Pierre Yves Artaud, Sophie Cherrier, Allan Marion, e outros, deixaram seu nome na história da flauta.

 

Leandro Porfírio é Diplomado com a Medalha de Ouro no Curso Superior de Música da Escola Nacional de Música de Paris e no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, reside em Amparo desde março de 2010 e é professor de flauta transversal na Adagio Escola de Música desde 2010.

e-mail: leandro_flauta@hotmail.com

Site: www.adagioescola.com.br